terça-feira, 27 de maio de 2008

Cantares de um Sertanejo do Alasca


E porque não ir já ao fim do
"A Caminho do Triunfo"...!

É que este pode ser começado onde desejarmos.
Todo ele é um livro aberto, qualquer que seja a página em que se abra...

Um poema fantástico:

«Cantares de um Sertanejo do Alasca»
"Embalaram-te nos costumes, mobilaram-te com as suas pregações.
Encharcaram-te de convenções até à medula;
Expuseram-te numa redoma, para lhes valorizar o ensino,
Mas não ouves a selva que te chama?
Vamos sondar os lugares do silêncio, procuremos a sorte que vier,
Viajemos para uma terra solitária que conheço;
O vento nocturno está a segredar-nos, fulgura uma estrela que nos guia,
E a selva chama, chama por nós... Vamos..."

Quem hoje falar desta maneira, pode ver-se considerado um irreverente, alguém que rema contra a "ordem estabelecida".
Ao mesmo tempo, é um "poema ecológico", de um poeta que sabe onde "alimentar" a razão do viver, para depois viver.

Ele sabe que é lá, na selva, um dos sitios onde, claramente, se encontra Deus:

"...Já viste Deus em Seus esplendores, ouviste o texto que a Natureza repete?
As coisas simples, as coisas verdadeiras, os homens calados que fazem as coisas?
Ouve então a selva que te chama.
"

Vamos para selva, já... sempre
Vamos?
É fantástico, este nosso BP!
Canhotas
Alexandre
Caracol Paciente

3 comentários:

Hugo disse...

Quantas vezes não é durante os acampamentos, no meio da "selva" que nos redescobrimos e reconhecemos um pouco mais? Quantas vezes não é no alto das montanhas da "selva" que conseguimos escutar Deus com mais nitidez? Na selva estamos despojados de tudo! Só somos nós, a natureza, Deus e o lenço..
Vamos para a selva já!

Francisco Matos disse...

Este texto faz-me lembrar uma magnífica reflexão realizada no Dia de S. Paulo (Encontro Temático de Caminheiros da Região de Coimbra), na Figª da Foz, ou melhor, com vista para a Figueira da Foz, mas no cimo de um monte, com uma brisa fenomenal acompanhada por uma vista nocturna fora de série... e sentiu-se, de facto, ali Alguém...

Farrobeira disse...

"Nunca O ouvirás no banco familiar da igreja".



Canhotas